Cuidados Paliativos
Os cuidados paliativos destinam-se a pessoas com doença grave, avançada e progressiva, em que o foco principal deixa de ser a cura e passa a ser o controlo de sintomas, o conforto e a qualidade de vida. Assentam numa abordagem clínica ativa, organizada e contínua, centrada nas necessidades do doente.
O que são cuidados paliativos?
Os cuidados paliativos correspondem a uma área diferenciada da medicina que intervém no alívio de sintomas complexos e de difícil controlo, como dor, dispneia, náuseas, fadiga ou agitação.
A intervenção é feita de forma estruturada, com avaliação regular e ajuste terapêutico contínuo, de acordo com a evolução clínica.
Quando recorrer a cuidados paliativos?
Os cuidados paliativos devem ser considerados quando existe:
- doença em fase avançada
- sintomas difíceis de controlar
- perda de autonomia
- necessidade de acompanhamento regular
Quanto mais cedo forem iniciados, melhor é o controlo dos sintomas.
Como é feito o acompanhamento?
O acompanhamento é feito por profissionais de saúde e inclui:
- controlo da dor e de outros sintomas
- ajuste da medicação conforme necessário
- vigilância regular da evolução do doente
- orientação à família para o dia a dia
Para além do acompanhamento clínico, são integradas abordagens que contribuem para o conforto e bem-estar do doente.
Neste contexto, o Dr. Paulo Sargento utiliza a música como ferramenta de intervenção, criando momentos de tranquilidade que ajudam a reduzir a ansiedade e a promover maior conforto ao longo do acompanhamento.
Perguntas Frequentes
O acesso é feito através de referenciação médica, sendo necessária a integração na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados.
Após avaliação clínica, é definida a resposta mais adequada a cada situação.
A Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados integra diferentes tipologias de internamento, de acordo com as necessidades do doente: curta duração, média duração, longa duração e cuidados paliativos.
A tipologia é definida após avaliação clínica, garantindo a resposta mais adequada a cada situação.
Não. Significa que o foco principal passa a ser o conforto e o controlo de sintomas, podendo existir outros tratamentos ajustados à situação clínica.
Não. Podem ser aplicados a várias doenças graves e avançadas, como doenças neurológicas, cardíacas ou respiratórias.
Não. O objetivo não é antecipar nem prolongar a vida, mas sim garantir conforto e aliviar o sofrimento.
Sim. A duração do acompanhamento varia de pessoa para pessoa, dependendo da evolução da doença e das necessidades.
Sim. A família tem um papel importante e recebe orientação para apoiar o doente no dia a dia.
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