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Colonoscopia

O que é?

A endoscopia digestiva baixa, também chamada colonoscopia, é um exame que permite ao médico gastrenterologista analisar a superfície de todo o intestino grosso até à porção terminal do intestino delgado. É realizado principalmente para detecção do cancro inicial e diagnóstico do cancro avançado, mas permite também o diagnóstico de doenças inflamatórias e outras patologias.

Além da avaliação da mucosa intestinal, permite fazer biópsias para exame histopatológico e realizar procedimentos cirúrgicos como a retirada de pólipos, ou a electrocoagulação de lesões sangrantes. É realizado inserindo um tubo flexível pelo ânus e avançando através do recto e do cólon.

O que acontece durante?

A colonoscopia é geralmente bem tolerada e raramente causa dor. O doente pode sentir uma pressão, gases e cólicas durante o procedimento. O exame inicia-se sem sedação, mas está sempre presente um anestesista que poderá aplicar sedativos ou analgésicos, tornando o procedimento sem desconforto. O doente fica de lado ou de costas enquanto o médico introduz e avança o colonoscópio, lentamente, através do intestino. O exame é feito no tempo de 15 a 30 minutos, mas entre espera, preparo, exame e recuperação, pode ser necessário 2 a 3 horas.

O que acontece após?

Após a realização da colonoscopia, o doente permanece em observação durante um curto período, sobretudo se tiver sido administrada sedação. É comum sentir algum desconforto abdominal, como sensação de gases ou distensão, que tende a desaparecer espontaneamente.

A alimentação pode ser retomada de forma gradual, conforme indicação médica, sendo geralmente possível regressar às atividades habituais no próprio dia ou no dia seguinte. Caso tenha sido realizada biópsia ou remoção de pólipos, poderão ser fornecidas orientações específicas.

Contraindicações e cuidados especiais

A realização da colonoscopia deve ser avaliada com especial atenção em determinadas situações, nomeadamente durante a gravidez, salvo indicação clínica urgente.

Doentes com patologias cardíacas, respiratórias ou outras doenças crónicas relevantes devem informar previamente a equipa médica, de modo a garantir uma adequada avaliação do risco e adaptação do procedimento.

Endoscopia digestiva alta

O que é?

A endoscopia digestiva alta, também chamada esofagogastroduodenoscopia, permite ao médico gastrenterologista examinar a mucosa da parte superior do aparelho gastro-intestinal, o que inclui esófago, estômago e duodeno.

O exame permite avaliar a causa de diversas queixas, entre as quais dor abdominal, vómitos persistentes e dificuldades de engolir. É particularmente útil para descobrir a causa de hemorragias do aparelho gastrintestinal alto. É mais fiável do que qualquer exame radiológico a detectar inflamações, úlceras e tumores. Permite também obter biópsias (pequenas amostras de tecido) para diversos fins, como diagnosticar a presença de Helicobacter pylori, uma bactéria que causa gastrites e úlceras.

A endoscopia alta também pode ser utilizada para tratamento, como dilatar áreas estreitadas, suspender hemorragias de úlceras ou excisar tumores benignos ou malignos, com pouco ou nenhum desconforto.

O que acontece durante?

A endoscopia digestiva alta é geralmente feita sob sedação (anestesia superficial). Com o doente deitado numa marquesa apropriada, administra-se o sedativo por injecção endovenosa, para aliviar a ansiedade e se fazer a endoscopia com o doente sonolento ou a dormir. Pode ser realizada sem o sedativo, porém é recomendado o seu uso, para o conforto do paciente. A sedação é sempre realizada por um anestesista, com monitorização contínua dos sinais vitais. Depois, pela boca do doente é introduzido o endoscópio, que passa pela garganta até ao esófago, estômago e duodeno. O exame é feito no tempo de 5 a 10 minutos, mas entre espera, preparo, exame e recuperação, pode ser necessário 1 a 2 horas.

O que acontece após?

Após a realização da endoscopia digestiva alta, o doente permanece em observação durante um curto período, sobretudo quando é utilizada sedação. Durante esse tempo, são monitorizados os sinais vitais até à recuperação completa.

É frequente ocorrer uma ligeira sensação de desconforto na garganta, distensão abdominal ou sonolência transitória, sintomas que tendem a desaparecer espontaneamente. A retoma da alimentação é feita de forma gradual, de acordo com indicação médica, sendo geralmente possível regressar às actividades habituais no próprio dia, salvo recomendação em contrário.

Contraindicações e cuidados especiais

A endoscopia digestiva alta deve ser avaliada com precaução em determinadas situações, nomeadamente durante a gravidez, sendo realizada apenas quando o benefício clínico superar os potenciais riscos.

Doentes com patologias cardíacas, respiratórias, neurológicas ou outras doenças crónicas relevantes devem informar previamente a equipa médica, de forma a permitir uma avaliação adequada do risco e a adaptação do procedimento e da sedação.

É fundamental comunicar toda a medicação habitual, em especial anticoagulantes, antiagregantes plaquetários, insulina ou outros fármacos relevantes, podendo ser necessário proceder a ajustes temporários, de acordo com orientação médica.

Fibrosigmoidoscopia

O que é?

A fibrosigmoidoscopia, também chamada rectosigmoidoscopia flexível ou pansigmoidoscopia, permite ao médico gastrenterologista examinar a mucosa da parte inferior do aparelho gastro-intestinal, o que inclui recto e cólon sigmóide.

O exame permite avaliar diversas patologias simples, entre as quais hemorróidas, fissuras e fístulas, doenças inflamatórias mais graves e fazer o de lesões malignas . Além da avaliação da mucosa intestinal, permite fazer biópsias para exame histopatológico e realizar procedimentos cirúrgicos como a retirada de pólipos, ou a electrocoagulação de lesões sangrantes. É realizado inserindo um tubo flexível pelo ânus e avançando através do recto e do cólon.

O que acontece durante?

Este exame é geralmente bem tolerada e raramente causa dor. O doente pode sentir uma pressão, gases e cólicas durante o procedimento. O exame inicia-se sem sedação, mas está sempre presente um anestesista que poderá aplicar sedativos ou analgésicos, tornando o procedimento sem desconforto. O doente fica de lado enquanto o médico introduz e avança o colonoscópio, lentamente. O exame é feito no tempo de 5 a 10 minutos, mas entre espera, preparo, exame e recuperação, pode ser necessário 1 a 2 horas.

O que acontece após?

Após a realização do exame, o doente pode retomar as suas actividades habituais de forma quase imediata, salvo indicação médica em contrário. É comum ocorrer uma ligeira sensação de distensão abdominal, que desaparece espontaneamente.

A alimentação pode ser retomada normalmente, excepto se forem dadas instruções específicas pelo médico assistente. Caso tenham sido realizadas biópsias ou procedimentos terapêuticos, poderão ser fornecidas recomendações adicionais.

Os resultados do exame são comunicados pelo médico, sendo definido um plano de seguimento sempre que necessário.

Contraindicações e cuidados especiais

A fibrosigmoidoscopia deve ser avaliada com precaução em determinadas situações, como durante a gravidez ou em doentes com patologia cardiovascular ou respiratória significativa.

É importante que o doente informe previamente a equipa médica sobre doenças crónicas relevantes e sobre toda a medicação habitual, nomeadamente anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários, podendo ser necessário ajustar a sua toma antes do exame.

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